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Se este percurso também ressoa consigo, este livro é para si.
Há exatamente vinte anos, às 19h02 do dia 30 de março de 2006, nascia a primeira fotografia do meu arquivo de fotografia de natureza. Esse momento marcou o início de um percurso que agora ganha nova forma, um livro onde partilho não apenas imagens, mas tudo o que aprendi ao longo deste caminho.
Este novo livro, com lançamento previsto para junho, reúne sessenta fotografias escolhidas não por serem as mais óbvias ou espetaculares, mas por representarem momentos decisivos: dúvidas, viragens, descobertas e crescimento. Cada imagem conta uma história, não só sobre técnica, luz e composição, mas sobre a forma como aprendemos a ver, a sentir e a interpretar o mundo.
Ao longo das páginas, cada fotografia é acompanhada por um texto que revela o processo por detrás da sua criação. Mais do que explicar “como foi feita”, partilho o “porquê” — porque fotografar é, muitas vezes, uma extensão silenciosa daquilo que somos e daquilo que queremos expressar.
Pensado como um objeto para ser vivido com tempo, este livro mantém o formato do anterior, dedicado às orquídeas de Aire e Candeeiros, para que ambos coexistam naturalmente. É uma edição de capa dura, com papel de elevada qualidade e um design cuidado, desenvolvido pelo Frederico Fernandes, que lhe confere uma identidade única.
“A premissa central é simples — a fotografia de natureza não busca o espetacular, mas o essencial. Ao fotografar sujeitos sem rosto, como paisagens ou plantas, o Luís aprendeu a projetar a sua própria humanidade e as suas emoções dentro do retângulo da imagem. Aceitar que a natureza se revela tanto na neblina ou na chuva quanto nas horas douradas é um princípio fundamental para se entender este livro e… o Luís. Ou será ao contrário. Pouco importa porque o exercício não é indissociável. Poderíamos apenas dizer que o livro é sobre o autor, sem dúvida. Mas a beleza é uma coisa que não se impõe. A beleza convida. Da mesma forma que o fotógrafo não conquista a imagem, antes constrói uma relação com ela. Assim é este livro. Uma obra que convida o leitor a abrandar, a observar e a relacionar-se com ele, tentando encontrar o seu próprio caminho no mundo da mesma forma que o Luís procurou explicar o seu mundo nestas páginas.”
~Rúben Neves in Prefácio